Silêncios
“…caminha só pela areia da praia
deserta,
procurando
respostas nos seus silêncios,
as certezas são
duvidas que não se esclarecem,
tal como o vento
e o mar, que não se deixam silenciar.
À sua volta, já
não resta Ninguém,
apenas gente.
Gente que já foi Ninguém, gente que partiu em silêncio.
Tanto que trouxeram e tão pouco o que deixaram.
Na areia, as marcas de caminhos trilhados, enquanto não
são apagadas pela maré, aquelas passadas são memórias, histórias, lembranças, e
enquanto elas resistirem,
Ninguém caminha só numa praia deserta…”




