terça-feira, 1 de novembro de 2016

Silêncios


“…caminha só pela areia da praia deserta,
procurando respostas nos seus silêncios,
as certezas são duvidas que não se esclarecem,
tal como o vento e o mar, que não se deixam silenciar.
À sua volta, já não resta Ninguém, apenas gente.
Gente que já foi Ninguém, gente que partiu em silêncio.
Tanto que trouxeram e tão pouco o que deixaram.
Na areia, as marcas de caminhos trilhados, enquanto não são apagadas pela maré, aquelas passadas são memórias, histórias, lembranças, e enquanto elas resistirem,
Ninguém caminha só numa praia deserta…”