“… de várias formas e cores, entre tantos outros diferentes, formam uma massa disforme e maleável, com semelhanças e distorções que o tempo tratou de moldar. Cruzam os anos guiados pelos elementos. A terra que os transporta por caminhos desconhecidos, o fogo que aquece os corpos em convulsões de movimento, o ar que sussurra a voz esquecida, a água que corre numa lágrima sentida. Sempre souberam que a corrente que os unia, um dia se partiria, tinham consciência disso, apenas não sabiam quando nem como, sentiam o definhar dos seus dias como um só. Deram as mãos, os seus olhos falaram por eles, lentamente o calor das mãos, arrefeceu, foram-se libertando, cada movimento parecia significar um momento quebrado das suas vidas. Olhos nos olhos, unidos apenas por um frágil dedo, entenderam que tudo que passaram juntos, jamais alguém conseguiria quebrar, a Amizade perduraria para todo o sempre... “
Imagem, quadro de : ANA CRISTINA DIAS
